Impacto de exercícios como a corrida pode causar a perda involuntária de urina; profissional de Educação Física explica as causas e como adaptar os treinos.
Quem nunca ouviu um relato ou passou pela situação incômoda de ter um escape de urina durante uma corrida ou um treino mais intenso na academia? Apesar de ser um assunto cercado de tabu e pouco debatido abertamente, a perda involuntária de xixi durante a atividade física é mais frequente do que se imagina.
Embora afete homens e mulheres, o problema é consideravelmente mais comum no público feminino, em especial após a gravidez ou devido ao enfraquecimento natural da musculatura da região pélvica.
O profissional de Educação Física Luiz Fernando Lukas, pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força, alerta que o problema tem explicação física e não deve ser aceito como inevitável.
“O escape é ainda mais comum após o parto ou com o passar dos anos, mas não deve ser encarado como algo normal. Existe solução e ninguém precisa conviver com isso em silêncio”, aponta Lukas.
Por que o escape acontece no treino?
Durante atividades como a corrida ou saltos, o impacto repetitivo contra o solo eleva drasticamente a pressão interna sobre a bexiga. Se os músculos que sustentam os órgãos pélvicos não estiverem devidamente fortalecidos, o sistema falha e o xixi escapa.
Além do impacto, outros fatores que jogam contra incluem:
- Ingestão excessiva de líquidos imediatamente antes do treino;
- Consumo de cafeína ou bebidas diuréticas antes de se exercitar;
- Alterações hormonais;
- Erros de postura ou padrão respiratório inadequado durante o movimento.
Como prevenir e aliviar o problema
A boa notícia é que ajustes simples na rotina de treinos podem devolver a segurança e o conforto ao praticante:
- Vá ao banheiro antes: Evite começar a correr ou treinar com a bexiga cheia. Vá ao banheiro antes de iniciar, mesmo que não sinta muita vontade.
- Monitore os estimulantes: Reduza o consumo de café, termogênicos ou pré-treinos com cafeína antes do início das atividades.
- Roupas estratégicas: Optar por calças ou shorts com boa compressão na região pélvica e abdominal pode trazer mais estabilidade e segurança.
- Busque ajuda médica: Consultar um urologista ou ginecologista é indispensável para diagnosticar a causa exata e indicar tratamentos clínicos ou fisioterapia pélvica.
O papel do treinador no seu cuidado
Muitas pessoas têm vergonha de relatar o problema ao instrutor da academia, mas o diálogo é fundamental. O profissional de Educação Física não realiza diagnósticos médicos, mas possui papel crucial na adaptação e segurança do seu treino.
Ao ser informado sobre os episódios de escape, o treinador pode fazer ajustes imediatos: modificar exercícios de alto impacto por opções mais seguras, corrigir a mecânica da respiração e da postura, e prescrever treinos focados no fortalecimento do core e do assoalho pélvico.
Sobre o especialista:
Luiz Fernando Lukas (CREF: @luizfernandolukas) é profissional de Educação Física, atuando como Personal Trainer, e especialista pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força.
Por: Redação Costa Verde TV