
Bruno Gagliasso virou um dos assuntos mais comentados do momento ao falar sobre a polêmica envolvendo o curso sobre masculinidade de Juliano Cazarré. Sincero, o ator fez questão de expor sua opinião e chegou a classificar as ideias do intérprete como tristes, feias e até mesmo vergonhosas.
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Durante uma conversa no videocast “Conversa vai, conversa vem”, de O Globo, conduzido pela jornalista Maria Fortuna, o marido de Giovanna Ewbank acusou o colega de mentir e lucrar com fake news. “A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso”, disse.
Bruno Gagliasso também se mostrou contra o modelo de masculinidade ensinado no curso de Cazarré. “Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo”, declarou o ator, que destacou estar sempre atento e disposto a aprender com a esposa e a filha.
Ao longo do bate-papo, o ator demonstrou preocupação com o impacto dessas ideias na criação das crianças, já que pensamentos como esses vêm crescendo nas redes sociais. Por isso, Bruno questionou a educação que os seis filhos de Cazarré vão receber ao longo dos anos. “Realmente acham que na escola ensinam a colocar camisinha com a boca? Não é possível”, acrescentou.
Em seguida, o ex-ator da TV Globo defendeu a importância de os homens expressarem suas emoções e chorarem, algo que ainda gera muito preconceito. “Que homens são esses que não choram? Se ser homem é não chorar, eu não sou homem”, continuou Gagliasso.
Nova postura
Embora tenha um pensamento mais desconstruído hoje, nem sempre foi assim. Com Maria Fortuna, ele relembrou o pedido de desculpas que fez em 2018 por publicações antigas na internet. Na época, o ator disse ter reproduzido piadas machistas e homofóbicas. “Fui imaturo e reproduzi um sistema. Reconhecer, assumir o erro, isso é ser homem também”, pontuou.

Ao fim da conversa, ele ainda afirmou que repreende amigos que fazem piadas preconceituosas. De acordo com Bruno, o papel masculino no cenário atual, marcado pela violência contra a mulher e por discursos extremistas e perigosos, é ouvir mais o outro lado e não buscar o protagonismo.
“Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda. É um absurdo tão grande, tudo muito sério. Estão querendo construir o que é ser homem. Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Aprendendo o tempo inteiro com a minha mulher e com a minha filha”, destacou.





