A tradicional paisagem de Arraial do Cabo, conhecida mundialmente como a “Capital do Mergulho”, ganhou um elemento inesperado nos últimos dias. Entre as águas cristalinas e o cenário clássico de banhistas, um acessório que cobre totalmente o rosto — deixando apenas olhos, nariz e boca à mostra — roubou a cena: o Facekini (ou biquíni facial).
A peça, que já é um fenômeno consolidado na China por questões de saúde e estética, foi vista sendo utilizada por um morador local. O registro despertou olhares curiosos e gerou um debate imediato nas areias sobre os limites e as novas formas de proteção solar.
O que é o Facekini?
Nascido nas praias de Qingdao, na China, o acessório foi criado originalmente com uma dupla função: proteger os banhistas de queimaduras de águas-vivas e, principalmente, da radiação ultravioleta.
No país asiático, o Facekini transcendeu a utilidade e tornou-se um item de moda e status. Lá, a preservação de uma pele clara e livre de manchas é um padrão de beleza rigoroso, o que popularizou o uso da máscara em larga escala.
Por que a moda chegou ao Rio?
A chegada dessa tendência a Arraial do Cabo reforça o impacto das redes sociais e da globalização no intercâmbio de hábitos. Embora a estética cause estranhamento inicial, especialistas apontam benefícios práticos do acessório:
- Bloqueio Físico Imbatível: Diferente dos cremes e loções, a barreira de tecido com proteção UV não sai na água e não precisa de reaplicação constante.
- Saúde da Pele: É um aliado potente contra o envelhecimento precoce, melasmas e o câncer de pele, especialmente em regiões com altíssima incidência solar como o litoral fluminense.
- Proteção Biológica: Ajuda a evitar o contato direto com micro-organismos e eventuais queimaduras por caravelas ou águas-vivas.
Divisão de opiniões nas areias
Nas praias de Arraial, a novidade foi o principal tópico de conversas. Para alguns, a praticidade supera a estética.
“No começo achei que fosse uma brincadeira ou fantasia, mas depois entendi que era proteção. Com o sol que faz aqui, toda ajuda é bem-vinda”, comentou uma turista mineira que acompanhou a cena.
Por outro lado, há quem defenda que o acessório descaracteriza o momento de lazer. Alguns banhistas argumentam que a máscara dificulta a interação social e o “olhar no olho”, essenciais na cultura de praia brasileira.
Conclusão
Seja por estilo ou por necessidade de saúde, o Facekini em Arraial do Cabo mostra que o público está cada vez mais atento aos riscos da exposição solar prolongada. A “Capital do Mergulho” agora também mergulha em tendências globais que desafiam nossos conceitos de moda praia.
E você, usaria o Facekini para se proteger do sol forte da nossa região? Deixe sua opinião nos comentários!
Por Leandro Cravo