Jovem Pablo Silva, assistido pelo Espaço Azul TEAcolhe, teve seu primeiro dia de vivência profissional no Hospital Municipal Luiz Gonzaga. Iniciativa foca na autonomia de autistas acima de 16 anos.
MIGUEL PEREIRA – A manhã desta terça-feira, 24 de março, marcou um capítulo decisivo para a inclusão produtiva no município. O Projeto Horizonte Atípico, desenvolvido pelo Espaço Azul TEAcolhe, deu início à sua etapa prática. O protagonista desse primeiro passo foi o jovem Pablo Silva, que vivenciou seu primeiro dia de estágio no Hospital Municipal Luiz Gonzaga.
O projeto é uma iniciativa inovadora da Prefeitura de Miguel Pereira voltada para adolescentes (a partir de 16 anos) e adultos autistas. O objetivo central é romper barreiras históricas e preparar o indivíduo neurodivergente não apenas para o mercado de trabalho, mas para o protagonismo na vida acadêmica e social.
Metodologia e Emancipação
Diferente de iniciativas puramente assistencialistas, o Horizonte Atípico trata o trabalho como um instrumento de emancipação. A metodologia é dividida em três frentes principais:
- Atendimento Individual: Mapeamento de habilidades, criação de currículos adaptados e simulação de entrevistas.
- Rodas de Conversa: Debates sobre direitos, Lei de Cotas, independência financeira e socialização.
- Articulação Local: Sensibilização de empresas e instituições da cidade para o acolhimento de talentos diversos.
“Inclusão se faz com oportunidade concreta”
Para o prefeito Pedro Paulo Quinzinho, o início dos estágios simboliza o compromisso da gestão com políticas públicas que respeitam a individualidade.
“Quando o poder público cria oportunidade de verdade, ele abre caminhos para a autoestima e para o futuro. O Horizonte Atípico mostra que inclusão se faz com acolhimento e preparo. Ver esse primeiro passo dado pelo Pablo nos reforça que estamos no caminho certo”, afirmou o prefeito.
Caminho para a Autonomia
Lançado oficialmente em 25 de fevereiro, o projeto segue um fluxo de seis meses de acompanhamento. Durante esse período, os participantes passam por oficinas de organização financeira e visitas guiadas a locais de trabalho e instituições de ensino.
A proposta do Espaço Azul TEAcolhe é clara: a pessoa autista não deve ser vista apenas como alvo de cuidado, mas como um sujeito capaz de narrar a própria história e ocupar seu espaço com dignidade na sociedade. O sucesso de Pablo Silva no Hospital Luiz Gonzaga é o reflexo de que, com o suporte adequado, o horizonte para a neurodiversidade em Miguel Pereira é, de fato, transformador.
🔍 Fique por dentro:
- O que é o Horizonte Atípico? Programa de preparação de autistas para o mercado de trabalho e vida acadêmica.
- Público-alvo: Jovens a partir de 16 anos e adultos assistidos pelo Espaço Azul TEAcolhe.
- Foco: Autonomia financeira, funcional e socialização profissional.
Redação Costa Verde TV | Fotos: Divulgação / ASCOM PMMP