
A ex-ginasta Laís Souza contou sobre os meses mais difíceis de sua vida após um acidente em 2014. Ela ficou tetraplégica desde a colisão durante um treino de esqui nos Estados Unidos, contou que chegou até a fugir da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com a ajuda da amiga.
Em entrevista ao The Noite com Danilo Gentili, ela enfatizou que passou seis meses internada na UTI. A ex-atleta revelou que, por estar confinada no hospital, começou a ficar abalada emocionalmente.
Devido a isso, ela armou, junto com uma grande amiga, um método para fugir do local. Ela afirmou que o primeiro destino que tomou ao sair da unidade de saúde foi uma ida para a praia.
“Deu muita vontade, e eu fugia. Logo que aconteceu o acidente, algumas amigas vieram para cuidar de mim, para entender o que estava acontecendo. E aí, num desses dias de estresse, eu não aguentava mais ficar dentro do quarto; já estava um pouco melhor. Aí eu colocava ela no colo e dirigia minha cadeira e eles fecham o hospital na noite”, revelou.
“Foi tudo planejado, aí fui para a praia. Peguei um metrô, lá nos Estados Unidos”, disse.
Laís relatou que passou por momentos delicados, mas aprendeu a se cuidar e conheceu uma nova mulher. Ela frisou que, na fisioterapia, conheceu outras histórias, o que marcou muito sua recuperação.
Questionada por Danilo Gentili se ficou depressiva após o acidente, a ex-atleta pontuou que não. No entanto, ela enfatiza que há dias em que aceita o ocorrido, outros em que já está mais de luto.
“Olha foi difícil, o mesmo treino que eu fazia para o meu corpo, eu fazia para minha mente. Eu vivo num modo de aceitação, no outro dia eu já aceito, outro estou mais em luto, então, tem esse sobe e desce”, concluiu.
O que aconteceu com Laís?
O acidente aconteceu em 27 de janeiro de 2014, em Salt Lake City, Utah, nos Estados Unidos. Na época, Laís estava em preparação para disputar os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi quando perdeu o controle no treino e bateu numa árvore.
Devido a isso, com a força do impacto, a ex-atleta sofreu uma lesão gravíssima na vértebra C3 da coluna cervical.


