
As motos elétricas vêm ganhando protagonismo em centros urbanos ao redor do mundo e a discussão ganhou novo fôlego após Leonardo DiCaprio, referência internacional em ativismo ambiental, destacar a importância da mobilidade limpa como ferramenta para reduzir emissões e repensar o transporte individual.
Ele não é o único: Harry Styles já foi visto utilizando scooters elétricas em Londres, enquanto Orlando Bloom, ao lado de Katy Perry, também adotou o veículo na rotina. A adesão de grandes nomes funciona como catalisador cultural, quanto mais celebridades utilizam, mais o tema entra no radar do público global.
No Brasil, esse movimento internacional encontra um cenário que se transforma rapidamente. O país vive um crescimento “irreversível” da mobilidade elétrica, como explica Fernando Giovannini, sócio da Lithy Motors e especialista no setor. Segundo ele, a mudança nasce de três frentes: a alta dos combustíveis fósseis, a necessidade de alternativas de baixo custo e uma consciência ambiental crescente.
“As motinhas elétricas se tornaram o ponto de entrada mais acessível para a eletrificação do transporte”, afirma. Enquanto carros elétricos seguem fora da realidade econômica da maioria, scooters e motinhas democratizam o acesso, oferecendo exatamente o que as metrópoles exigem: trajetos curtos, agilidade, baixo custo e sustentabilidade.
Giovannini explica que o avanço entre os mais jovens é um fenômeno evidente. Eles buscam liberdade, rapidez e independência, e não querem depender de trânsito pesado ou de transporte coletivo lotado. Ao mesmo tempo, trata-se de uma geração que valoriza marcas alinhadas ao futuro e à responsabilidade ambiental.
Nas ruas, as vantagens das motos elétricas se tornam cada vez mais claras: zero emissão de poluentes, economia diária significativa, silêncio na condução, conforto, e um fator crucial, menos peças mecânicas, o que reduz falhas e diminui a manutenção.
Mas para manter esse crescimento, Fernando destaca que alguns pilares tecnológicos são indispensáveis: baterias duráveis, tempo de recarga mais curto, design funcional que converse com o estilo de vida urbano e sistemas de segurança robustos, como iluminação LED e freios eficientes. Além disso, ele defende a importância da economia circular, pensando no ciclo de vida completo do produto, da fabricação ao descarte.
A visão de Giovannini tem como base a própria trajetória da Lithy Motors, que surgiu em 2019 e ganhou força plena durante a pandemia. Os fundadores chegaram a vender um carro pessoal para desenvolver o primeiro modelo, motivados pela dificuldade das pessoas em se locomover sem aglomerações. O compromisso socioambiental também nasceu cedo: mais de 500 mudas foram doadas para reflorestamento em São Paulo no primeiro ano da empresa.
Hoje, quem fala em nome da marca é alguém que viveu cada etapa, dos desafios financeiros ao compromisso ambiental, e que enxerga a mobilidade elétrica não como tendência passageira, mas como ferramenta de transformação urbana.
Enquanto celebridades internacionais seguem impulsionando o debate e influenciando comportamentos, especialistas brasileiros apontam para um futuro em que motos elétricas serão tão comuns quanto smartphones: acessíveis, práticas, silenciosas e parte natural da rotina.
E, ao que tudo indica, esse futuro está mais próximo do que nunca.